Indo e Vindo
nas horas coletivas ocupes meu peito e meu coração,
corras as mãos em mim. Desatinarei.
Meu alimento é o mel que produzes, tua saliva, teu sangue,
Mas não há nada de novo em tudo isso;
os elogios da arte de amar estão gastos; matarei esta arte.
Arruinarei os povos, secarei os mares, desencadearei vendavais
rirei de tudo
Não há atenções diretas
os desvios são a causa e as consequencias e eu me perco
Passarei a dizer tim-tins .......... de vidro verde
o arco branco, lábios, a lavanda, ternura, meia-noite e meia-luz
saveiros prateados, lindeza.....
teu sorriso prende, volto aos discos e não acho
algo que possa te definir
assim, acabarei morrendo.
Decidida a nunca mais voltar, fui e estive por lá alguns meses
a cidade esguia, muito comércio, distrações, museus mofentos,
aranhas e céus pelos cantos, coca-cola, pipoca,
o Theatro Municipal
passeatas e esses especiais luares de agosto
Dirás que procuro um estilo
Direi que é um ato de amor
trans-ponho-me
Dirás que me perco nas trevas
morderei teus lábios no escuro
Dirás....
Direi....
Voltei quase do mesmo modo que fui: disponível e cética.
Existem muros na tua cidade, e bóias frias e tu
E tu és indiferente.
Passo horas pensando nisso
e quanto mais penso,
mais me convenço de que não devo te querer.
Hoje saí às ruas e o sol do meio-dia
me açoitou os olhos.
A noite te desejarei....... quem sabe, amanhã............
Eu te meninava, e ressorias preguiçante
chocolateamos grasejosamente, o sol das 3
as cigarras ssiiissss sis ssisss sissss.
Agora fumávamos na rede avarandada
digo graeerias entre risos
já quase azulando no etéreo
Jamais justificarei meus erros.
Erro e pronto
O conveniente, a justificativa é para os outros.
Eu, abs-tenho-me.
Pecaria mais uma vez, mas teu peito seria lugar.
Não posso mais falar..............................
2000 - BEl-Sampa - NR
