domingo, 16 de agosto de 2009

Indo e Vindo

É preciso que me tenhas nas horas que não sou individual,
nas horas coletivas ocupes meu peito e meu coração,
corras as mãos em mim. Desatinarei.
Meu alimento é o mel que produzes, tua saliva, teu sangue,
Mas não há nada de novo em tudo isso;
os elogios da arte de amar estão gastos; matarei esta arte.
Arruinarei os povos, secarei os mares, desencadearei vendavais

rirei de tudo

Não há atenções diretas
os desvios são a causa e as consequencias e eu me perco

Passarei a dizer tim-tins .......... de vidro verde
o arco branco, lábios, a lavanda, ternura, meia-noite e meia-luz

saveiros prateados, lindeza.....

teu sorriso prende, volto aos discos e não acho
algo que possa te definir
assim, acabarei morrendo.

Decidida a nunca mais voltar, fui e estive por lá alguns meses
a cidade esguia, muito comércio, distrações, museus mofentos,
aranhas e céus pelos cantos, coca-cola, pipoca,
o Theatro Municipal
passeatas e esses especiais luares de agosto

Dirás que procuro um estilo
Direi que é um ato de amor
trans-ponho-me
Dirás que me perco nas trevas
morderei teus lábios no escuro
Dirás....
Direi....

Voltei quase do mesmo modo que fui: disponível e cética.
Existem muros na tua cidade, e bóias frias e tu
E tu és indiferente.

Passo horas pensando nisso
e quanto mais penso,
mais me convenço de que não devo te querer.
Hoje saí às ruas e o sol do meio-dia
me açoitou os olhos.
A noite te desejarei....... quem sabe, amanhã............

Eu te meninava, e ressorias preguiçante
chocolateamos grasejosamente, o sol das 3
as cigarras ssiiissss sis ssisss sissss.
Agora fumávamos na rede avarandada
digo graeerias entre risos
já quase azulando no etéreo

Jamais justificarei meus erros.
Erro e pronto
O conveniente, a justificativa é para os outros.
Eu, abs-tenho-me.
Pecaria mais uma vez, mas teu peito seria lugar.
Não posso mais falar..............................
2000 - BEl-Sampa - NR

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Um gato azulado

Descubro uma nova paixão.
Leve, desenha-se o senho de um desejo malicioso
uma vez descoberto, serei seu escravo.
Desenvolve-se em mim o medo da solidão;
já faz algum tempo que te perdi
e não tem remédio, tudo é nítido,
pertences agora a outro mundo que não é o meu
Tua adolescência vai terminando
tua estrada é muito larga e segues em linha reta.
Eu fico para trás, numa trilha, no meio-seio do bosque esverdeado
A mesma relva que recebia meus pés alegres
recebe agora meu coração partido,
é a mais leal amiga, a mais doce companheira
a relva, que alivia minha amargura, onde derramo minhas lágrimas
Clareia a manhã.
QUO VADIS? QUO VADIS DOMINE?
meu peito dói
meu amor dói
meus traços pecam por omissão
e eu só sei o que aprendi nos discos.

Gostava de ver-te em jeans, explodindo de azul.
Um gato azulado e eu rindo, feliz.
Gostava de ver-te enchendo tênis de pés
cobrindo o peito com a camiseta macia.

Lembro-me da tua íris, linda, sob as tardes
que findavam todas laranja vermelha
nos nossos passeios dominicais.

Dei e pretendo dar tudo de mim, sempre.
Serei sempre a desavergonhada
que dará o último beijo barulhento.
Serei sempre a mulher dos que precisarem.
Darei sempre o melhor de mim. Serei.

As mensagens têm mil interpretações
Os versos foram feitos na mais pura intenção
SOU A ILUSÃO
Sou as definições, orgulho-me de toda dor,
criando o inevitável
amo ruidosamente todas as canções
de liberdade aplicada
GRITO NAS HORAS MAIS TENSAS

Sou assim quimerista e quimérica ansiando pela nova vida.
Creia-me, meus sonhos são molhados, meu corpo é quente,
meu sal é mais intenso, minha pele de ovelha.
Meus olhos de loba procuram sempre uma vítima
minha face é de mulher e não posso viver sem ti,
não dá pra ficar só, teu cheiro está impregnado em mim
e eu não sei ficar aqui sozinha. A letargia é fato.
Precisas voltar e tomar meu tempo.
2000-Bel-Sampa - NR

Sábiás

Há inconscientemente uma emoção; o autor doa isso à sua obra
Diz-se de mim uma opinião; sou mais implacável: escrevo.
Não, não posso te dedicar toda minha vida: fujo
cada dia é mais penoso, é mais longo, guardo muitos ressentimentos
feridas
sangrentas
e imprudentes

Torço maquiavélica por teus risos, canto
escorres de minhas mãos, em gotas
tudo o que eu quero dizer está nas palavras
nos erros
nem tudo podes entender o que quero. Nem ninguém.
Procurar em mim a mulher
é uma questão de ser repetitiva e justa.
Darei a todos a única lição que sei: nada
dou e pronto. Atinjo num ápice o termo certo.
morrerei por isso
amarei por isso
como OMO espumarei, clareando as almas; dormirei determinadamente.

Mesmo no tempo em que morávamos juntos era difícil ter você vinte e quatro horas
No tempo eu não te aguentava. Deito, meu amigo, minha saudade:
dorso claro, costas lisas e macias, deito-me.
Docilavavas teu rosto,
mãos férteis
gestos precisos, despreocupados
amorosos, inúteis.

Goiaba doce. Era gostosa, quem dera ver de novo teus sorrisos.

Preocupa-me a poesia de bibliotecas;
temo toda poesia
Quem me dera ver de novo teu sorriso
então busco nos momentos o amor poético,
manchas de semem
Por outro lado, pessoas há que nada fazem. Nada dizem
e apenas passam sem sentir, sem parir.
Destina-se a essas pessoas:
uma boa viagem até a limonada purgativa,
uma boa morte, o purgatório etc. ...
Palllllllmasssssss Pallllllllllllmasssssssssssssssss palllllllllllllmasssssssss
ovações
O gorjeio dos sabiás faz-me sentir
A PAZ.
2000-Bel-Sampa - NR

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Tudo começou com rosas

Não há aqui nenhuma grande paixão,
também não há desprezo.
Quase todos os erros são intencionais
No que cabe aos escritos
talvez agradem a um coração singelo
Eu estava com raiva de você. E chorei.
nossa vida se despedaçava
e cada um de nós era o protótipo de caos
O que sei de mim é que sou um ser em desgraça
e com medo da volta e do recomeço
eu já não me conheço, adolesço
sinto muito
pouco sei de ser verdadeira
e meu sentimento é taxado de indecente e marginal
Um Ser policiado é mais passível de um mal procedimento; eu sou policiada.
As tardes geralmente são quentes,
sua voz geralmente é rouca, talvez morna.
Eu, geralmente anoiteço junto a você
adormeço
um amor impossível
O vinho nunca foi o problema
você tomava até ficar rosado,
depois me espinhava, só pra poder pedir desculpas....
Transcrevo-me e desculpo-me de todas as mesquinharias
não se pode ser pequeno, é preciso achar o termo;
não se pode ser débil, nem triste
Depois que almocei, sobrefrutei e fumei um cigarro,
intencionalmente, só para fazer fumaça.
olhei a suas mãos; seus dedos,
Deus longos criou,
aproveitei para lhe dar um anel.
No fim da tarde, a lua tomava um pouco de sol
eu, timidamente, sorri, feliz.
Eu ressonava e ungia meus olhos com lágrimas

AMOR

transcendental,eólico, inconsequente

Amigo:
a vida sou eu e você me deu tudo
eu o adoro
Procure em mim a mulher.
Os termos devem ser neutros,
eu quero o indefinível
Quero ser companheira
fidelidade

Tudo começou com rosas

O tempo é um fato acontecido
e não visto
As ações decorrentes são imprecisas
hoje já não sei se o amo
O meio termo é uma resposta injusta
há um desgosto temporário,
provocado por uma face indecisa
hágotasdáguasobreovidrodajanela
2000 - Bel-Sampa - NR

domingo, 9 de agosto de 2009

Outras Palavras

Eu digo todos os dias que somos dinâmicos
e me perco no marasmo segundo por segundo.
"Não" é um termo que dói;
há tempos lhe digo não.
Partindo de outra ideia, estou a salvo do anormal
sou um animal comum, sou como todos os outros
- do partido - sou e pronto!
As águas dos rios estão poluídas,
eu vivo à margem desta ba-ia - não vai mais
não dá mais
porque nós somos a melhor das invenções
para atentar contra a vida, nós somos capazes de
matar, calar, sujar, reprimir e outras atrocidades
no entanto a minha retórica boba e gasta
não serve para nada e é antinatural
dinamismo: quem sou eu? quem é você?
O triste é que precisamos de novas misturas
OUTRAS PALAVRAS
Caê, cadê você?
Eu preciso.
Quando você chegou e disse que eu era
fraca, muito medrosa, rescendia a mofo,
meu sangue era pobre
e além de tudo eu tinha uma precocidade natural
para tudo o que representa fracasso,
passamos de verde a podre

e eu chorei

Não adianta ficar remoendo antigas frases nem velhas palavras.

precisamos desabelhar-nos,

florivelmente,

humorando nos campezios fertilizes. 2000. Bel-Sampa - NR

sábado, 8 de agosto de 2009

Sexta-feira

Hoje é sexta-feira. A santa. Sexta-feira santa. Santa como a minha paciência. Santa como a minha solidão. Santa como eu. Tão sexta-feira. Tão desatinadamente véspera de sábado, o "Dia da Criação" do Vinicius. Tão de aleluia! Mas hoje é sexta-feira e todos os bondes estão andando sobre os trilhos (embora não haja mais bondes, nem trilhos). E, por ser sexta-feira santa eu admito. Aliás, quero admitir minha vida o tempo inteiro.

Com parágrafos.

Nem acordei, cheguei, me cafezei com pão, depois ri, porque é sexta-feira e eu cheguei. Na contra-mão. Me desroupei, admitindo. Como tudo é um poço infundado, resta-nos a salvação pela água límpida e mansa de um micro oceano. Dio, o que será o citoplasma? E o núcleo? É um tanto quanto pretensioso, porém plausível chamar de emoções difusas, sentimidas.

Admitir. Estou morrendo e não entendo nada disso. É preciso aprender, conhecer. Sou louca por essa idéia, Diablo mio, Dio, rir desbragadamente de tudo é a única atitude plausível.

Com parágrafos.

Já não cabe a mim decidir, o tempo passará sem que seja destituído de um só segundo por mim; os automóveis passarão por mim, o dia será claro e eu só terei minha própria sombra para me esconder, mesmo que seja santa a sexta-feira. Hoje sou pobre, sem roseira, sem anel, sem ciranda. Amanhã serei poeira sobre móveis indecorosos e feios. Apodrecerei sozinha, com um amor mofado no peito.

Ser rude é uma atitude letal, não posso deixar que o rude viva, matarei toda a atitude rude, usarei o perdão.

Três meses se passaram e eu carrego as mesma dúvidas. Eu sonho com você todas as noites e meu corpo dói de manhã. Seus braços me perseguem, seus olhos me despem e a rotina é a mesma, o suor é o mesmo, só os hormônios mudaram. Eu não sei o que está acontecendo, nem porquê.

...

Minha vida é literalmente o que digo, cheia de arranjos opacos e as lentes de uma cor imprecisa tingem imagens sombrias, meu corpo dói sob a luz do sol e estremece aos reflexos da lua....... eu que desconheço o ódio.

Quando já era noite, você não veio para deitar comigo! É para mim uma partida arriscada e você não entende, atende ao corpo, sim! Mas acontece que estou convencida que não é só o meu corpo (beijo): ofensa.
tragava ternamente um cigarro
tagarelava maquinalmente
morbia de vez em quando.
Tudo o que sempre me aconteceu foi pela metade, eu estou ferida e você vai morrer sem jamais ter sabido o significado do fim.
Texto resgatado do incêncio. 2000 - Bel-Sampa - NR
Hoje começo a colocar alguns textos que salvei do incêndio, garimpando no meio de papel queimado, ferros retorcidos, tijolos de paredes caídas (as partes de banheiro e cozinha eram de alvenaria). Consegui encontrar inteiros 3 livros e esses papéis, queimados, mas que, penso, dará para tirar a essência do que havia ali e reproduzir. Cada dia um novo texto. Penso que nenhumm incêndio conseguirá destruir a internet!!!! Vou colocar, também, algumas fotos do que restou da casa queimada. Se interessar, podem ver.

recomeço, sempre

Era madrugada. Estava frio. Início de primavera. Para ser precisa: dia 25 de setembro. Estava tudo pronto para o casamento,que seria no dia 8 de dezembro. Ano de 2008. Deitamos cedo, porque o dia seguinte seria intenso. Eu já estava morando em Mairiporã, que ficava mais fácil para as preparações. Casamento de gente madura é mais fácil que casamento de gente jovem, mas sempre é casamento. Sempre há o que fazer, ainda mais quando cada qual já tinha sua casa com todos os seus haveres. Tudo era em dobro: liquidificador, batedeira de bolo, espremedor de suco, fritadeira, processador. Faqueiros. Aparelhos de chá, de café, de jantar. Cristais. Muitos. Obras de arte de artistas vivos e mortos. Roupas de duas vidas. A casa, boa, acolhia tudo. Nas suites, closet. Havia a suite de inverno e a de verão. Tudo arrumado. Roupas de inverno e roupas de verão. Cada coisa no seu lugar. Escritório, lindinho. Tudo no lugar. Computadores, noteboooks. Biblioteca: linda. Livors de pessoas que passaram por faculdades: Letras, Matemática, Pedagogia, Direito. Outras inacabadas: Filosofia Pura, Química, Fonoaudiologia... Nós gostamos de estudar. Gostamos de ler. Obras raras. Italianas, russas, francesas. Literatura. Obras completas de Manoel Bandeira. Carlos Drumond de Andrade. Mia Couto. Manuel de Barros. Mayakovski, em dobro... rsrsrs os meus e os dele. Gostamos muito de Mayakovski. Camões. Melhor parar de declinar nomes. Vamos em frente. Tudo no lugar. Estantes de madeira, chumbadas nas paredes. O chalé era de madeira. Aconchegante. No canto da sala de estar, a lareira, que servia também de abrigo para os passarinhos, que faziam ninho na chaminé, motivo pelo qual não ateávamos fogo. Mas ela estava lá. Firme e forte. Aliás ficou em pé, gritando: "resisto". A noite estava silenciosa. Os vidros fechados. Um vento forte soprava, insistinto em invadir a vidraça da cozinha, assim ela estava quase que lacrada. Como eu trabalhava, ainda, em São Paulo, levantava muito cedo para sair da chácara, atravessar a cidade e chegar à Rodovia Fernão Dias para esperar o ônibus fretado que me levava para o centro da capital. Deitamos cedo, felizes, as bolsas prontas, na sala, para a saída apressada na manhã. o telefone celular servindo como despertador, no criado-mudo do Ronaldo. Estávamos na suite de verão. A suite de inverno estava servindo como quarto de hóspedes, pois que a sogra estava conosco, comemorando seu 87o. aniversário. Boa noite, bom sono, bons sonhos, beijos etc. Dormíamos. De repente gritos: fogo, fogo, fumaça, socorro.... acordamos. levantamos. abrimos a porta do quarto e a fumaça já tinha invadido tudo. Não se podia ver nada. "abrir as torneiras", pensei. Não havia água. Uma gatinha e um gato. Ouvimos alguns poucos e últimos miados. Tentei chegar à sala, mas o fogo já vinha ao meu encontro. Os cães latindo freneticamente. "Pegue uma caçla jeans, um tênis e pule a janela", foi o que ainda pude ouvir. Não consegui. A fumaça já não permitia manter os olhos abertos e o nariz respirando. Sufocava. Pulei a janela só de pijama e chinelo de quarto. Foi última visão que tive do interior da casa. Nada mais consegui tirar de lá. O Ronaldo pulou a janela do quarto onde sua mãe estava e jogou para fora os cobertores que a cobriam. Uma cadeira de vime. Só. Foi a última visão do interior da casa. O fogo se alastrava, jogando as madeiras no chão. O telhado estourava, como pipoca. e tudo ia se queimando. Eu só podia olhar. Olhar. Chamar os bombeiros, que o Ronaldo conseguiu levar o telefone celular e uma lanterna quando saiu do quarto. Ligamos. Os bombeiros vieram pela Fernão Dias, de Guarulhos. Quando chegaram, nada mais inteiro. Tudo estava queimado e quebrado. Polícia, Pronto-socorro, amigos chegando ao amanhecer. Saí da casa. Tivemos que começar tudo de novo. Não tínhamos, no dia 25 de setembro, nem um documento. Nem história. Memórias, só o que a nossa cabeça guardou. Valeram-nos os amigos. Agradecemos, aqui, todos os nosso queridos amigos que nos ajudaram: Essio, Silvana, e filhos que nos acolheram em sua casa. Todos os professores do Colégio Pietro Petri, da escola Colinas, o pessoal da DRE de Caieiras. Todos os funcionários do 3o. Grupo de Câmaras de Direito Privado, no Pátio do Colégio. Beijos para todos e um pedaço do nosso coração.

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Bom, hoje é sábado e estou com mais tempo. Vou contar resumidamente o que se passou nesse tempo em que fiquei ausente. Terminei o curso de Direito. Mudei para Santos, morei lá por um ano e meio e voltei. Adoro o mar, areia da praia, por do sol marinho... mas no ionverno é muito triste. Santos é assim: termina o verão, parece que a luz da cidade se apaga. Chove. Tudo fica cinza. O mar fica cinza. Continua chovendo. A areia fica cinza. O céu fica cinza. Mofo. A calçada fica cinza. Chove. As pessoas ficam cinza e molhadas. Mofadas. Tudo fica cinza e mofado e cheira mal. Eu sou outonal, mas o outono não é só cinza. No outono há raios lânguidos de sol. Há um frescor. Pouca chuva, apenas garoa. Há momentos de cinza, sim, mas são momentos. Continuo amando o mar e a areia e as estrelas do mar, mas amo também o sol. Bom, voltei para Sampa. Trabalhei no Forum João Mendes, na Barra Funda, na 5a. Câmara de Direito Privado, no Pátio do Colégio.
Bom, estava eu acomodada, lá no burburinho paulistano, vida social intensa, cinema, teatro, exposições de arte, reuniões com amigos. Sempre presente minha grande amiga Leila, que eu aproveito para homenagear aqui e deixar meu abraço amigo e minha admiração. Vivia no lufa-lufa da cidade grande. Ora, eis que,no ano passado, de repente, como dizia o meu poetinha favorito: "de repente, não mais que de repente", em meio a uma das minhas vivências culturais intensas (Virada Cultural) resolvi telefonar para um amigo que eu não via há 40 anos, ou seja, desde a época de estudante secundarista (como consegui o telefone dele conto depois, em outra postagem)e convidá-lo para ver comigo algumas atrações da Virada. Ele não podia, tinha outros compromissos no dia e não conseguimos falar, mas deixei recado no sua secretária. Ligou para mim dias depois. Encurtando a história, casamos dia 09 de janeiro passado. Estou pacatamente morando num lugar que é um céu. Uma chácara onde tenho serelepes, vários tipos de pássaros, macacos, saracuras, duas gatas, quatro cachorros e nem sei mais quantos bichinhos. Continuo trabalhando, agora no Fórum daqui da cidade. Em resumo, muito resumido essas foram algumas coisas que aconteceram nesse interregno. Bom, são horas de um café, aqui na roça. Estão servidos? Beijos e até breve.

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Depois de tanto tempo! Bom, muita coisa mudou. Vou tentar, aos poucos, reativar. Não sou boa blogueira, mas tenho feito um monte de trabalhos manuais lindos e pretendo mostrá-los.

Até breve.